Cauê Oliveira|8月 11, 2026 14:17
AUDITEI 14 HARDWARE WALLETS DE BITCOIN. 🔐
O que encontrei contraria o que a indústria vende!
Depois do caso da COLDCARD, muita gente se perguntou: então qual carteira fria utilizar no bitcoin?
Então fui verificar o código-fonte.
Peguei 14 hardware wallets, 8 dimensões, 9 cenários de sensibilidade.
Comecei ordenando por verificabilidade, quanto dá para provar sobre cada aparelho. Código aberto, build reproduzível, auditoria publicada.
Aí percebi o problema: a COLDCARD estava em 1º lugar nesse ranking na véspera de perder US$ 88,6 milhões.
Build reproduzível prova que o binário corresponde ao código-fonte. Não prova que o código-fonte está correto. Milhares de pessoas podiam ler aquele arquivo. O bug sobreviveu cinco anos e quatro meses.
Então joguei fora o critério e recomecei pelo que de fato destrói cripto.
Os números que ninguém usa para vender aparelho:
~1,6 milhão de BTC perdidos por backup perdido, senha esquecida e morte sem plano de sucessão.
Contra ~1,2 milhão em todas as quebras de exchange somadas, Mt. Gox e FTX incluídas.
Ataques físicos coercitivos cresceram 169% em 2025.
Extração de seed em laboratório: demonstrações sólidas existem, zero casos documentados de roubo em escala.
Os pesos que adotei:
· recuperação 25%
· erro do usuário 20%
· privacidade de aquisição 15%
· falha do fabricante 15%
· ataque físico 10%
· cadeia de suprimento 8%
· superfície 4%
· viabilidade 3%
Por que a Trezor lidera: é a única que ataca as duas causas dominantes ao mesmo tempo. SLIP-39, que divide o backup com limiar, perde uma parte, não perde o dinheiro.
E Entropy Check, um protocolo commit-reveal que prova que o aparelho derivou a carteira honestamente. Nenhum concorrente tem os dois.
O achado que mais contraria a intuição: Trezor One não tem secure element. SafePal tem EAL5+.
E a One pontua acima.
Porque a One tem uma fraqueza conhecida, medida e mitigável — e todo o resto dela eu consegui ler. Na SafePal existe repositório público, mas não foi demonstrado que corresponda ao firmware distribuído, e o fabricante não responde a consultas de auditoria.
Risco conhecido vale mais que risco desconhecido. Foi exatamente essa a lição do caso anterior.
⚠️ Armadilha de compra importante de pontuar: a Trezor Safe 3 tem duas revisões. Mesmo nome, mesma caixa, mesmo preço. A rev.A (T2B1) usa um microcontrolador suscetível a glitching; a rev.B (T3B1) não. Só dá para distinguir conectando o aparelho e lendo o campo internal_model.
Segurança não é o chip que você compra. É o que você consegue verificar.(Cauê Oliveira)
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