Cauê Oliveira
Cauê Oliveira|Nov 11, 2025 12:47
O Banco Central acaba de dar mais um passo na direção do controle total sobre o dinheiro.☠️ A Resolução do BCB nº 277 obriga corretoras de cripto no Brasil a identificar o dono das carteiras de autocustódia em qualquer operação de saque. Ou seja: mesmo que você tenha suas chaves privadas, a corretora será forçada a informar ao BC quem é o titular daquela wallet. Isso inclui: 📌nome completo e CPF do dono da carteira, 📌endereço da wallet de destino, 📌valor, data e finalidade da transação. Essa medida é vendida como “combate à lavagem de dinheiro”. Mas na prática, é o início da rastreabilidade total das transações fora do sistema bancário tradicional. O texto da resolução deixa claro que, na dúvida, as corretoras deverão negar a transação até que o cliente comprove ser o verdadeiro dono da wallet. Ou seja, a autocustódia, o fundamento mais essencial do Bitcoin, passa a ser tratada como uma anomalia a ser justificada. Esse movimento é parte do mesmo roteiro visto em outros países: 1️⃣primeiro, monitoramento “para sua segurança”; 2️⃣depois, restrição a endereços não verificados; 3️⃣por fim, proibição ou bloqueio seletivo de saques para carteiras privadas. Tudo isso enquanto o governo provavelmente prepara a próxima fase do Real Digital (Drex), um sistema em que cada centavo será rastreável, reversível e potencialmente bloqueável. O que o BC chama de “transparência” é, na verdade, a criação de um sistema de vigilância financeira centralizada, onde a liberdade individual se torna uma concessão, e não um direito. O Bitcoin nasceu justamente para eliminar a necessidade de permissão. Agora, o Estado tenta reescrever as regras do jogo, usando as corretoras como pontes de monitoramento. Autocustódia não é um privilégio. É uma defesa. E é exatamente por isso que ela incomoda tanto.(Cauê Oliveira)
+5
Mentioned
Share To

Timeline

HotFlash

APP

X

Telegram

Facebook

Reddit

CopyLink

Hot Reads